quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Corpos de estudo



















As Inscrições aumentam, mas poucas famílias concretizam desejo dos dadores após a morte. Cadáveres não chegam para ensino.

Há cada vez mais pessoas a manifestar vontade de doar o corpo para estudo, após a morte. Ainda assim, o número de doações de cadáveres é insuficiente para as necessidades do ensino universitário porque as famílias nem sempre concretizam o desejo dos dadores. Porque não sabem, não se lembram ou não querem.


A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto agradece um ato de generosidade que permite formar melhores médicos para salvarem os vivos.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Vacas de Fogo





























A Vaca de Fogo consiste numa espécie de corrida à volta da capela na qual, um rapaz transporta às suas costas uma armação pirotécnica em forma de vaca, afugentando o rapazio à sua volta que se diverte enxotando o animal.

Através do ritual do fogo, o homem celebra o renascimento da vida e do seu elemento purificador, precisamente quando ocorre o solstício de verão ou seja, o momento em que o sol atinge o seu ponto mais alto no Hemisfério Norte, constituindo o dia mais longo do ano. Por seu turno, a vaca constitui um dos animais que se encontra simbolicamente associado aos ritos de fertilidade.

Com a conversão dos povos da Península Ibérica ao Cristianismo, estes ritos foram sendo incorporados nomeadamente nas festas são-joaninas – ou juninas – com as suas fogueiras, muito populares. Em Espanha, a tradição da Vaca de Fogo toma a designação de “Toro de Fuego”, constituindo um número imprescindível nas festas populares que se realizam na região de Valencia.

Os ritos pagãos celebram a ação criadora dos deuses, encarando a vida e a morte num ciclo ininterrupto de perpétuo renascimento, inscrevendo o solstício apenas como um local de passagem através do qual e por meio da ação purificadora do fogo, a vida renasce – é a ressurreição pagã!


As Vacas de Fogo voltaram a sair às ruas da Lixa, nas Festas em Honra de Nossa Senhora das Vitórias. O ritual mantém-se apesar de ser considerada uma actividade ilegal, animando assim a população que se recusa a apagar a tradição da historia